Nada sofisticado, mas com muito feeling (bate no peito)

Algo que meus milhares de leitores (vó, aquele abraço!) vem me perguntando constantemente é sobre a frequência de atualizações do Borbaruir (pedantismo é usar terceira pessoa para falar do próprio blog). Realmente, estive em falta por esses tempos, mas tudo por uma boa razão, há de se dizer.

Férias.

Pois eu, apenas um rapaz portovelhopolitano sem dinheiro no bolso, estive por cerca de 15 dias na velha Porto Velho, encontrando antigos companheiros de guerra, relembrando as maravilhas do verdadeiro açaí e experimentando a maldição da dengue. O bandido Aedes aegypti, que nunca me pegou em 17 anos de vida (morando em RO), me acossou em meio mês de férias, me fazendo perder 4 ou 5 dias de pura canjibrina. Água dura.

Dessa vez, infelizmente, não puder fazer como há 2 anos atrás, quando escrevi praticamente um diário do recesso. Seja pela falta de tempo, preguiça, calor, medo de represálias, pelas muriçocas que me comiam pela noite me impedindo de ficar sentado em frente ao pc por mais de 5 minutos ou pelo somatório de todos esses fatores, eu não registrei nada. Mais do que isso, até as fotos, essas benditas suspensões no compasso das memórias, foram escassas, e ninguém ainda teve a paciência de enviá-las, nem que seja pra, sei lá, eu fazer um álbum no orkut ou ilustrar esse texto de alguma forma.

No mais, gostei de rever meus amigos, das pessoas que conheci e das mudanças que percebi na cidade. Acho que Porto Velho evoluiu largamente nos últimos dois anos, cresceu, melhorou. Há coisas entretanto que não mudam. Relendo o último trecho do que escrevi na última vez em que visitei Rondônia, percebi que ele cabe perfeitamente no momento atual:

Da viagem ficam as saudades, a nostalgia, quem sabe a utópica idéia de reencontrar mais uma vez todos eles, juntos, lá, como foi dessa vez. Ficam as saudades de quem fez questão de me ver, de me ligar, de me procurar pra dar um abraço, que seja. O agradecimento pra quem já sabe, e a quem sabe que eu nem preciso falar nada, eu agradeço por tudo.

Não é que tenha sido sacrificante pra mim, mas de qualquer forma é complicado sair de um lado ao outro do Brasil quando você não é abastado financeiramente (e eu não sou) ou não tem um clone (e eu não tenho). Segunda-feira o trabalho me espera apinhado no escritório.
Não é que tenha sido sacrificante, e não foi. Foi ótimo, genial, do rocha, e eu só fiz isso, e faria um milhão de vezes se pudesse, pelos meus verdadeiros amigos.

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11 Responses to “Nada sofisticado, mas com muito feeling (bate no peito)”


  1. 1 morganamcl 03/02/2010 às 1:42 pm

    Tá perdoado! ahahaha Mas agora quero atualizações frequentes!

  2. 2 letíciaferadopoker 03/02/2010 às 5:22 pm

    “até as fotos, essas benditas suspensões no compasso das memórias, foram escassas, e ninguém ainda teve a paciência de enviá-las, nem que seja pra, sei lá, eu fazer um álbum no orkut ou ilustrar esse texto de alguma forma”
    … OOOOlha aqui meu querido, se vc prestasse um pouquinho mais de atenção vc teria entendido q eu estava sem TEMPO para lhe enviar esses retratos e não sem paciência! (olhando para os dedos das mãos) =p mas agora vc não pode reclamar, já que as mesmas já se encontram em seu email! vamos ver se tu tem coragem de colocá-las no orkut ou aqui :D hauhauhauha

  3. 3 Renan Alfaia 04/02/2010 às 11:17 am

    amigo é pacudioutro.

    ou não.

    ps. é fEEling. (¬¬)

  4. 5 Caio 05/02/2010 às 10:28 am

    Porra velhos e velhas, me reunir com vcs ai foi bom demais, espero poder fazer isso muitas vezes e sempre. Com muito feeling.

    sobre o texto… o velho estilo Borbacó fluente de escrever, com uma sofisticação que de repente brota poética e faz despertar o feeling, e na sequencia suaviza com uma simplicidade confortável, um humor despretencioso. E mais algumas coisas que eu nao consigo dizer o que são.

    E ó, também acho, a cidade de Porto Velho ta massa pra c* mesmo, e cada vez melhor.

  5. 7 Renan Alfaia 05/02/2010 às 11:26 am

    o Caio fumava beck quando ainda era acadêmico.
    agora formado, só usa SINTÉTICO.

  6. 8 caio 08/02/2010 às 12:30 pm

    vishg maria, sintético num é coisa da natureza, entaõ deve ser do diabo.

  7. 9 caio 08/02/2010 às 12:45 pm

    Los 3 Amigos

    Una vez, tres amigos fueram a lo bar. Lo primero veio a decir ao garção:

    -Yo quiero una cerveja.

    Lo segundo entao ablou:

    -No me voy a dejar usted solito. Yo tambien quiero cerveja.

    Lo terciero disse:

    -A mi no me gusta ficar solito. Yo quiero cerveja.

  8. 11 Fábio Monteiro 21/02/2010 às 8:26 am

    E aí dizem que lá em Porto Velho o calor é mais forte que aqui de Salvador, é verdade ou mito?


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