Archive for the 'Uncategorized' Category

O nosso Pequeno Pensamento Político

Parte 1

Eu não gosto de política. Não sou muito ligado, não acompanho nem os escândalos (coisa que temos uma tendência natural a fazer), não tenho disposição nenhuma pra discutir nem argumentar. Diria que sou preguiçoso em relação a tudo isso. E já pra começar, se você vai dizer que estou errado: não fode.

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Parado

Mas logo logo eu volto, amigos.

Juro.

Cento e quarenta

Agora falando sério.

Essa onda de suprimir as idéias está atrofiando meu cérebro. Claro que não é culpa da pornografia diária que eu acesso, muito menos do lixo que leio diariamente por aí que mais parece ter saído de um rio com cheiro de mil crianças mortas.

A verdade é que agora, toda vez que eu tenho uma daquelas idéias banais geniais durante o cagão banho ou almoço, ao invés de tentar desenvolver os pensamentos na cachola, dar aquela floreada, introduzir, fermentar, concluir e assinar, eu tento reduzir a parada a malditos cento e quarenta caracteres (menos ainda se você quiser um RT).

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Paula

Seguindo a já (não tão) esquecida lista das cinco meninas que minha mãe acha que me amaram mais, vai ali correndo livre na ponta esquerda Paulinha, a 4°.

Paula era minha vizinha nos anos empoeirados que não voltam mais. Se você acompanha o blog (alô vó!) ou já leu este texto aqui você vai reconhecê-la na figura da irmã de Júnior Bill, num parágrafo que termina assim

Júnior Bill também tinha uma irmã, e ela se chamava Paulinha. Aos 10 anos Paulinha gostava de mim. Aos 12 anos eu gostava de Paulinha. Aos 14 anos Paulinha gostava de Higor, que tinha uma irmã chamada Luana, que gostava de mim e era a melhor amiga de Paulinha.

Ninguém nunca pegou ninguém.

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Minha vó mafiosa

Ceará 1 x 0 Vitória

Tô no quarto, jogando. Aparece a velha, nem bate na porta, põe a cabeça pra dentro:

– Tá perdendo ou tá ganhando, meu filho?

Respondo rápido sem perder a concentração no backhand : – perdendo.

A outra pergunta dela já tava na ponta da língua:

– E aí, ceará que dá pra virar?

Coroa descarada… ainda me fez errar o backhand.

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CINCO ZERO ZERO

Noite de um sábado qualquer perdido no meio de maio, me liga minha vó:

– Teus, preciso de um dinheiro emprestado. CINCO ZERO ZERO.

Dei uma risadinha.

– Ok velha, mas porque a senhora está falando igual a uma mafiosa? Não pode falar o número não?

Rápida, ela replicou:

– Mafiosa é a puta que lhe pariu.

Dei uma risadona. Estranho vai ser quando a velha passar uma semana inteira sem me ligar pra zoar meu time (BROCA O PEIXE VITÓRIA) ou me xingar aleatoriamente no meio da tarde com seus belos adjetivos já bastante difundidos na Boca do Rio e numa banda de Cajazeiras: CARA – DE – BUÇANHA – SECA – TORRADA – DAQUELAS – AMASSADAS – QUE – APANHAM – A – NOITE – TODA.

– A senhora é uma coroa descarada mesmo, hein! Me liga pra pedir dinheiro e ainda xinga minha progenitora!

Ela nem deu trela, e continuou:

– E, ó, pra segunda-feira. Meio dia eu te ligo pra confirmar o depósito. Beijo, cara de buçanha roxa. – E desligou.

Até me assustei. Juro que se não fosse o último adjetivo soando tão natural ali pintado em roxo no final, eu ia achar que a velha tava sendo sequestrada, tinha enchido a porra da paciência do sequestrador e ele tava pedido qualquer quientinhos só pra não sair no preju.

Jenifer

Não sei por que diabos em algum momento não iluminado minha mente achou que isso daria uma lista interessante, mas vá lá, não é um tema tão ruim assim. Encarnando a figura de John Cusack em High Fidelity, resolvi desenvolver, em juízo, essa idéia idiota brilhante: as cinco meninas que minha mãe acha que me amaram mais (da arte de inventar temas esdrúxulos).

É bem verdade que não passo de um piá, mas não foi difícil listar cinco benditas que conseguiram enganar a velha.

Será?

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