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Do raciocínio nada nada lógico

Vocês provavelmente já conhecem minha avó. A fama da velha, percebo a cada dia, corre os quatro cantos do mundo. Mas um fato que não é de conhecimento tão público assim é que na verdade toda a minha família é praticamente composta de seres excêntricos (eufemismo pra lunáticos, verdade seja dita).

Prova disso é o meu irmão por parte de pai Eric, 8 meses mais velho que eu, dono de um raciocínio lógico profundo e complexo. Só me dei conta de que ele é uma figura única nesse nosso mundo terreno na semana passada, quando recebi um e-mail maroto dele que descrevia algumas camisas de times/seleções de futebol da sua infindável coleção que ele queria se desfazer. Naquele exato instante me lembrei de um fato não muito distante.

Ao tal fato não muito distante:

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Paula

Seguindo a já (não tão) esquecida lista das cinco meninas que minha mãe acha que me amaram mais, vai ali correndo livre na ponta esquerda Paulinha, a 4°.

Paula era minha vizinha nos anos empoeirados que não voltam mais. Se você acompanha o blog (alô vó!) ou já leu este texto aqui você vai reconhecê-la na figura da irmã de Júnior Bill, num parágrafo que termina assim

Júnior Bill também tinha uma irmã, e ela se chamava Paulinha. Aos 10 anos Paulinha gostava de mim. Aos 12 anos eu gostava de Paulinha. Aos 14 anos Paulinha gostava de Higor, que tinha uma irmã chamada Luana, que gostava de mim e era a melhor amiga de Paulinha.

Ninguém nunca pegou ninguém.

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Jenifer

Não sei por que diabos em algum momento não iluminado minha mente achou que isso daria uma lista interessante, mas vá lá, não é um tema tão ruim assim. Encarnando a figura de John Cusack em High Fidelity, resolvi desenvolver, em juízo, essa idéia idiota brilhante: as cinco meninas que minha mãe acha que me amaram mais (da arte de inventar temas esdrúxulos).

É bem verdade que não passo de um piá, mas não foi difícil listar cinco benditas que conseguiram enganar a velha.

Será?

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Fácil como sorrir

Sábado silencioso, quase 18h, saio cansado do escritório em direção aos prováveis sonhos que me esperavam na cama quente do meu quarto. No momento em que piso fora do prédio meu celular toca. Era minha mãe do outro lado, fazendo as perguntas carregadas de preocupação de sempre.

– Tá onde? Tá com quem? Vem pra casa? Almoçou? Almoçou o que? Almoçou com quem? Tá com fome? Tá chegando? Tá onde? Vai jantar?

Praticamente uma metralhadora coruja. Bastava ela me dar a última informação:

– Tem comida em casa não.

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Um lugar chamado Nhô Caldos

Lembro exatamente do dia em que comecei a freqüentar o Rio Vermelho, bairro boêmio obrigatório na cidade de São Salvador. Na época eu andava meio emputecido, tinha acabado de sair de um relacionamento (aka tomei um pé na busanfa) e passava as noites no quarto chorando minhas milongas.

Daí que um amigo da velha Porto estava na cidade por uns dias e me ligou pra marcar uma saída, aproveitando para conhecer algum lugar legal desta bela e besta província, pererê caixa de fósforo.

– Maldição! Eu não conheço lugar nenhum! Mas vou dar um jeito, peraí que já te ligo!

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