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O nosso Pequeno Pensamento Político

Parte 1

Eu não gosto de política. Não sou muito ligado, não acompanho nem os escândalos (coisa que temos uma tendência natural a fazer), não tenho disposição nenhuma pra discutir nem argumentar. Diria que sou preguiçoso em relação a tudo isso. E já pra começar, se você vai dizer que estou errado: não fode.

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Cento e quarenta

Agora falando sério.

Essa onda de suprimir as idéias está atrofiando meu cérebro. Claro que não é culpa da pornografia diária que eu acesso, muito menos do lixo que leio diariamente por aí que mais parece ter saído de um rio com cheiro de mil crianças mortas.

A verdade é que agora, toda vez que eu tenho uma daquelas idéias banais geniais durante o cagão banho ou almoço, ao invés de tentar desenvolver os pensamentos na cachola, dar aquela floreada, introduzir, fermentar, concluir e assinar, eu tento reduzir a parada a malditos cento e quarenta caracteres (menos ainda se você quiser um RT).

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Paula

Seguindo a já (não tão) esquecida lista das cinco meninas que minha mãe acha que me amaram mais, vai ali correndo livre na ponta esquerda Paulinha, a 4°.

Paula era minha vizinha nos anos empoeirados que não voltam mais. Se você acompanha o blog (alô vó!) ou já leu este texto aqui você vai reconhecê-la na figura da irmã de Júnior Bill, num parágrafo que termina assim

Júnior Bill também tinha uma irmã, e ela se chamava Paulinha. Aos 10 anos Paulinha gostava de mim. Aos 12 anos eu gostava de Paulinha. Aos 14 anos Paulinha gostava de Higor, que tinha uma irmã chamada Luana, que gostava de mim e era a melhor amiga de Paulinha.

Ninguém nunca pegou ninguém.

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Jenifer

Não sei por que diabos em algum momento não iluminado minha mente achou que isso daria uma lista interessante, mas vá lá, não é um tema tão ruim assim. Encarnando a figura de John Cusack em High Fidelity, resolvi desenvolver, em juízo, essa idéia idiota brilhante: as cinco meninas que minha mãe acha que me amaram mais (da arte de inventar temas esdrúxulos).

É bem verdade que não passo de um piá, mas não foi difícil listar cinco benditas que conseguiram enganar a velha.

Será?

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Fácil como sorrir

Sábado silencioso, quase 18h, saio cansado do escritório em direção aos prováveis sonhos que me esperavam na cama quente do meu quarto. No momento em que piso fora do prédio meu celular toca. Era minha mãe do outro lado, fazendo as perguntas carregadas de preocupação de sempre.

– Tá onde? Tá com quem? Vem pra casa? Almoçou? Almoçou o que? Almoçou com quem? Tá com fome? Tá chegando? Tá onde? Vai jantar?

Praticamente uma metralhadora coruja. Bastava ela me dar a última informação:

– Tem comida em casa não.

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